Ínicio » De Corpo e Alma » Telemedicina

A telemedicina é um dos principais focos deste Ministério da Saúde inserido na estratégia de tornar o Serviço Nacional de Saúde (SNS) cada vez mais próximo e amigo do cidadão.

O que é? O que integra?
Tele-saúde consiste na utilização de telecomunicações e tecnologia virtual com o objetivo de prestar cuidados de saúde fora dos locais tradicionais de prestação de cuidados possibilitando, por exemplo, cuidados de saúde à distância onde doentes crónicos ou idosos podem receber suporte em casa, sem necessidade de deslocação.

Quais os benefícios deste serviço para os doentes, para o Estado e para os médicos?
Os doentes que mais beneficiam com este tipo de serviços são os doentes crónicos (insuficiência cardíaca, a doença pulmonar obstrutiva crónica, a diabetes, entre outros), dado que são doenças bastante debilitantes e com uma evolução negativa, dado a sua cronicidade. Estes serviços, quando integrados com programas de gestão de doença crónica (através da articulação com os centros de gestão clínica), permitem ao doente crónico ter mais qualidade de vida, porque disponibiliza uma gestão integrada de sinais, sintomas e de sinais vitais que contribuem para uma menor utilização dos serviços de saúde (urgências, internamento e consultas), no conforto do seu lar.

Como podemos usufruir do serviço? Há algum custo associado?
Nos últimos meses têm vindo a surgir mais hospitais a quererem disponibilizar este nível de cuidados aos seus utentes, cabendo depois ao médico selecionar os doentes que mais irão beneficiar com este serviço, sobretudo porque existe uma estratégia de implementação por parte do Ministério da Saúde. Como é um serviço dos hospitais do SNS, não existe, à data, um custo direto para o utente.

João Tiago Pereira, Cardiopneumologista