A apenas 40 km de Lisboa podemos encontrar a junção perfeita entre terra e água. Passe por esta bonita península, abençoada de História e património natural. Comece a descoberta pelo cantinho azul de Portugal.
Não há espaço para a monotonia quando se passam dois dias em Setúbal e Palmela. Andar de barco, conhecer golfinhos, visitar grutas artificiais e acabar a dormir num moinho, tudo pode acontecer quando se parte em viagem para estes dois destinos. Difícil é depois ter vontade de regressar a casa.
O rio Sado de um lado, a serra da Arrábida do outro. A vida de uma cidade virada para o turismo, mas que não perde a tranquilidade e os rostos castiços de quem ainda vive da pesca: é assim Setúbal. Com um sotaque carregado de “erres” enrolados e fortemente pronunciados, as gentes desta cidade gostam de receber bem quem por ali passa. Aliás, desde que o USA Today considerou o mercado de peixe de Setúbal como um dos melhores do mundo, o corrupio neste local de compras é uma constante. O Mercado do Livramento, onde está o mercado do peixe, é, assim, visita obrigatória para quem gosta de conversar com os locais.
A pesca foi a atividade que mais fez crescer esta cidade, tal como a indústria de conservas que chegou a ter 400 fábricas e que desde 1995 não tem nenhuma. Mesmo assim, ainda há muitos pescadores pela cidade e são eles que recheiam os restaurantes de peixe fresco.
Embora seja cada vez mais um local de passagem para os que vão relaxar nas praias de Tróia – é em Setúbal que se apanha o barco ou o ferryboat para aquela estância balnear -, a terra de Bocage merece que se passe lá algum tempo. Alguns historiadores dizem que o nome da cidade vem da junção de Seth, 3.º filho de Adão, e Tubal, neto de Noé, mas não é uma versão consensual.
A poucos quilómetros de Setúbal, está Palmela e Azeitão. Já sem o ar citadino de Setúbal, estas duas vilas têm um o encanto que mistura as pessoas que ainda fazem o queijo com as suas próprias mãos, que trabalham nas vinhas que produzem vinhos tão conceituados como os de Ermelinda Freitas, que pintam azulejos, que seguem à risca a receita das Tortas de Azeitão. Parece que não paramos de falar de comida, mas é mesmo nesta região que se faz dos melhores queijos, pão e vinho portugueses. E o que é que uma casa portuguesa gosta de ter à mesa? Isso mesmo: pão e vinho (e nós acrescentamos o queijo!).