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Saiba como funciona para evitar despesas avultadas.

Um filtro de partículas diesel, também conhecido como DPF ou FAP, é um dispositivo que faz parte do sistema de escape que tem como função eliminar partículas de fuligem dos gases de escape de um motor diesel. Este dispositivo passou a ser obrigatório nos automóveis novos vendidos a partir de 2010, para diminuir o nível de emissões de escape, no cumprimento da norma antipoluição Euro V, apesar de ser usado por alguns construtores, principalmente do grupo PSA, desde o ano 2000.
A finalidade destes filtros é reter a fuligem no interior do filtro para a eliminar através de um processo de regeneração, que consiste na queima das partículas. O ciclo de regeneração é uma operação cíclica, periódica e automática, tendo como objetivo incinerar as partículas que se foram acumulando no interior do filtro. Com os filtros de partículas consegue-se eliminar até 85% da fuligem e nalgumas situações de condução quase 100%.

A regeneração é feita quando a temperatura dos gases de escape atinge valores elevados, permitindo assim queimar as partículas que ficam retidas nos canais do filtro. Este processo de regeneração é designado por regeneração passiva e ocorre normalmente em trajetos longos.
Como nos percursos curtos, o filtro de partículas diesel normalmente não atinge a temperatura ideal para que se inicie o ciclo de regeneração, as partículas vão-se acumulando no interior do filtro, originando uma quebra de rendimento e aumento do consumo de combustível, podendo levar ao aparecimento de um indicador de avaria no painel de instrumentos associado ao sistema antipoluição. Como os filtros têm uma capacidade limitada, quando atingem o seu limite de fuligem retida, a unidade de comando do motor aciona os injetores para se fazer uma injeção de combustível adicional (processo de regeneração ativa), com o objetivo de elevar a temperatura dos gases de escape, forçando o processo de queima das partículas retidas no filtro.

Os filtros normalmente são substituídos entre os 80 000 km e os 200 000 km conforme o veiculo, ou quando se deteta que o filtro de partículas já não se consegue regenerar. Para evitar danos precoces e despesas avultadas, é necessário evitar trajetos curtos no dia-a-dia. Quando isso não é possível, é necessário adotar procedimentos de limpeza específicos de acordo com a marca do veículo, o que normalmente implica circular em trajetos mais longos mantendo o motor em regimes que permitam a regeneração passiva. Contudo, aconselha-se sempre a ler o manual de instruções do seu veículo para verificar quais os procedimentos corretos a adotar para não danificar o filtro de partículas antes do tempo.

Texto: Luis Miranda Torres

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